Editorial

'Maior equívoco do mundo', diz MK sobre amplo acesso a armas; ouça

Em comentário, Mário Kertész lamentou a morte da menina de 14 anos atingida por um tiro acidental disparado por uma amiga da mesma idade

['Maior equívoco do mundo', diz MK sobre amplo acesso a armas; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 20 de Julho de 2020 ⋅ 08:29

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (20), Mário Kertész repudiou a política armamentista do governo de Jair Bolsonaro, citando a alta de 601% do total de armas nas mãos de cidadãos nos últimos 10 anos. Ele também lamentou a morte da menina Isabele Ramos, de 14 anos, atingida por um tiro acidental disparado por uma amiga da mesma idade, em Cuiabá (MT). A jovem que teria disparado o tiro faz parte de uma família que pratica tiro esportivo, modalidade que foi liberada para adolescentes a partir de 14 anos no ano passado, por decreto do presidente Bolsonaro. MK traçou um paralelo entre os dois fatos.

"Um impressionante número, em 10 anos, aqui no Brasil, o número de armas em mãos de civis cresceu 601%. O presidente diz que pra evitar o golpe tem que armar a população... Não sei de onde ele tirou isso. Eu vi foi uma menina de 14 anos ser morta por uma colega, num condomínio de luxo, onde o pai dessa menina que atirou, supostamente de modo acidental, é colecionador e caçador. Tem não sei quantas armas registradas e duas não registradas. O namorado de uma delas tem 16 anos, o pai também é caçador e colecionador, e foi pra casa onde estavam as meninas, com dois revólveres, porque agora, graças a Jair Bolsonaro, a partir dos 16 anos a pessoa pode ter uma arma. Vocês acham isso bom? Eu não acho não. Acho isso um horror. Essa ideia de que você está mais protegido se tiver uma arma é o maior equívoco do mundo. (...) Mas o presidente colocou isso como meta de campanha, foi eleito e se sente obrigado a fazer isso", afirmou.

Outro assunto do comentário de Mário Kertész foi a interdição da loja de materiais de construção Ferreira Costa, em Salvador, após denúncias de aglomeração. Na avaliação de MK, a prefeitura "até demorou" para tomar medidas. "Tenho relatos de que o estacionamento fica superlotado. Disseram que foi porque diminuiu o número de vagas, não. A loja vive superlotada, vivia assim todos os dias. As pessoas não tinham onde comprar, iam todas para lá se contaminar. Não é assim que vocês querem?", ironizou.

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