Editorial

MK comenta manifestação de Eduardo Bolsonaro por eleição nos EUA: 'Tome-lhe vergonha'

"Se ele fosse embaixador do Brasil nos EUA, provavelmente a embaixada do Brasil lá ia virar um comitê", disse Mário Kertész

[MK comenta manifestação de Eduardo Bolsonaro por eleição nos EUA: 'Tome-lhe vergonha']
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 28 de Julho de 2020 ⋅ 08:42

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (28), Mário Kertész falou sobre os principais assuntos do noticiário nacional e internacional. Para MK, "as coisas continuam no mesmo lugar" em relação à pandemia de coronavírus e à situação política e econômica do país. Ele destacou, no entanto, a reação do presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Estados Unidos, Eliot Engel, contra o apoio expressado pelo deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro à reeleição de Donald Trump à presidência (leia mais).

"Você vê que o presidente do Comitê das Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos da América do Norte reclamou e pediu para a família Bolsonaro não se meter nas eleições presidenciais agora em novembro lá? Porque Eduardo Bolsonaro fez uma manifestação, como se ele fosse conseguir muitos votos, mas absolutamente indevida, sobre a vitória de Trump em 2020. Tome-lhe vergonha, tome. Ia ser o nosso embaixador nos Estados Unidos. Se ele fosse embaixador do Brasil nos EUA, provavelmente a embaixada do Brasil lá ia virar um comitê", ironizou.

MK também lamentou o avanço da pandemia de coronavírus no Brasil e no mundo, paralelo ao afrouxamento do isolamento social. "Uma coisa que fiquei triste é que a pandemia continua crescendo e a Índia parece que vai passar o Brasil no número de infectados e mortes. Claro que tem uma população de mais de 1 bilhão de habitantes, 1,1 bilhão, eu acho. Aí você vê que o negócio não tá pra brincadeira. Quem estava pensando em vacina para setembro já tá mais calado, falando em janeiro, fevereiro de 2021, e até lá? Até lá, a única coisa que funcionaria: afastamento social, uso de máscara e higiene. A gente tá vendo isso? Eu não tô vendo. As pessoas cansam, eu entendo. Querem sair, vão pra praia...", afirmou.

Voltando a citar o caso do desembargador Eduardo Siqueira, que se recusou a usar máscara e agrediu um guarda municipal em Santos (SP), MK se disse envergonhado e disse que não dá para levar o Brasil a sério. "Aquele desembargador barrigudo, estúpido, grosseiro, que já se meteu em mil confusões em São Paulo, que deu carteirada e empurrou o telefone, a defesa disse que ele foi vítima, que o culpado foi o guarda municipal de Santos. Que vergonha, né? Por isso eu digo que às vezes eu tenho vontade de ficar calado, entrar calado e sair mudo, ou então partir só pra ironia, deboche, achincalhe, porque a gente não pode levar esse país a sério do jeito que ele está e do jeito que ele caminha. Projeto ribanceira já foi há muito tempo. Já estamos no 'furico' da cobra", pontuou.

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