Editorial

MK questiona 'direito' do governo Bolsonaro de 'espionar' população; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész também falou sobre a explosão em Beirute: "Cenas impressionantes"

[MK questiona 'direito' do governo Bolsonaro de 'espionar' população; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 05 de Agosto de 2020 ⋅ 08:35

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (5), Mário Kertész falou sobre os principais assuntos do noticiário nacional e internacional. Um dos temas comentados por MK foi a convocação do ministro da Justiça, André Mendonça, para dar explicações ao Congresso sobre o dossiê que investigou 579 servidores identificados como integrantes do movimento antifascista. O titular da pasta também terá que explicar o assunto ao Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação da ministra Cármen Lúcia.

"O servo do presidente, o ministro da Justiça, vai ter que ir no Senado em reunião privada explicar a história da polícia de Estado que ele está fazendo. A ministra Cármen Lúcia, do STF, deu 48 horas para ele explicar tudo. É bem no estilo da polícia de Estado de Adolf Hitler, da Alemanha nazista. Aí você pensa que a democracia e a liberdade das pessoas não estão sendo vilipendiadas, invadidas? Porque me diga uma coisa: que direito tem o governo de espionar aqueles que se dizem antifascistas? Eles oferecem alguma insegurança ao Estado? Nenhuma! Será que o próximo passo vai ser abrir campo de concentração para os chamados inimigos do Estado? Pois é", afirmou.

MK também falou sobre a "explosão terrível" registrada em Beirute, capital do Líbano, que deixou ao menos 100 mortos. "A primeira coisa que pensei, claro que todo mundo pensou que fosse um ato terrorista. Não foi não, pelo menos foi o que disseram até agora. Sabem o que é aquilo ali? Nitrato de amônia, que é usado como fertilizante. Já houve explosões dessa também em outros países, inclusive na França. Morreram cem pessoas, destruiu casas, apartamentos, no momento em que o Líbano vive uma dificuldade financeira muito grande. O Líbano vem sofrendo muito, já foi conhecido como a Suíça do Mediterrâneo. Depois começaram as guerras lá entre cristãos e muçulmanos, xiitas e outros países, entrou numa decadência. Tinha até melhorado bastante, mas agora a economia está péssima, além da pandemia. As cenas da explosão são impressionantes", comentou.

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