Editorial

'É uma mentira atrás da outra', diz MK sobre discurso de Bolsonaro na ONU; ouça

"Nós não merecíamos isso, o Brasil não merece passar por tal vergonha", disse, em comentário na Rádio Metrópole

['É uma mentira atrás da outra', diz MK sobre discurso de Bolsonaro na ONU; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 23 de Setembro de 2020 ⋅ 09:11

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (23), Mário Kertész se disse envergonhado com o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Organização das Nações Unidas (ONU). MK destacou a abundância de informações falsas e comparou a estratégia do chefe do Executivo à de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do governo nazista de Adolf Hitler.

"Não é uma coisa de absolutamente ser contra tudo, até porque não sou, agora, aqui pra nós, nunca vi tanta mentira junta. Disse que combatemos a pandemia muito bem, que a defesa do meio ambiente tem tolerância zero com o crime ambiental. Pare um pouco e reflita. Você que é adepto, que gosta do presidente, apoia as atitudes dele, pare um pouco e reflita. É verdade isso? É tolerância zero quando tirou a fiscalização, não permite mais que se queime os equipamentos dos predadores do Pantanal e da Amazônia? Abre espaço para que a exploração seja feita em território indígena. Diz que deui proteção total aos indígenas, que lutou, que ajudou, que cada pessoa deu não sei quantos dólares. É uma mentira atrás da outra. Se eu tivesse que dar um nome a esse discurso, diria que é o discurso Goebbels. Pra quem não se lembra, Goebbels foi o ministro da propaganda de Adolf Hitler no Terceiro Reich, que dizia que uma mentira repetida muitas vezes acaba por se tornar uma verdade.  (...) Eu não advogo pela derrubada do governo Bolsonaro, agora, aceitar, engolir, ficar calado e fazer de conta que está tudo bonzinho para não desagradar os cegos partidários dele, que ficam mandando recados por todos os meios, nas redes sociais. Comigo não vai. Você pode até achar quem faça. Eu não faço. E acabou", afirmou.

MK também voltou a afirmar que o ex-juiz Sergio Moro, a Operação Lava Jato e o Partido dos Trabalhadores têm responsabilidade sobre a eleição de Bolsonaro. Ao mesmo tempo, ele criticou a ausência de um grande líder de oposição no atual contexto. "Você me pergunta qual o grande líder da oposição? No Brasil não tem. Tem Ciro Gomes, que é o que tá trabalhando mais, incansavelmente, mas fora isso, meus amigos e amigas, me desculpem, a oposição está um desastre. Até no Congresso, no Supremo e tudo. Tá aí o país cada vez mais tolerante", disse.

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