Editorial

'Muito nebuloso', avalia MK sobre desdobramentos da 75ª fase da Lava Jato em Sergipe

Em comentário na Rádio Metrópole, MK ainda homenageou o cartunista Quino e ironizou "fim da mamata" prometido por Bolsonaro em campanha: "Acabou a mata, a mamata não"

['Muito nebuloso', avalia MK sobre desdobramentos da 75ª fase da Lava Jato em Sergipe]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Metro1 no dia 01 de Outubro de 2020 ⋅ 13:06

Em comentário na Rádio Metrópole, na tarde de hoje (1º), Mário Kertész falou sobre a aparente ligação entre uma lei relatada pelo deputado federal Laércio Oliveira (PP-PE) e os fatos investigados pela 75ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Boeman, com desdobramentos em Sergipe (entenda o caso).

MK se disse "perplexo" e avaliou que a apuração pode trazer à tona fatos importantes. "Um deputado federal de Sergipe, do PP, Laércio Oliveira, introduziu uma emenda na Lei do Gás beneficiando o gás importado. Agora veja só. Sergipe é um dos estados brasileiros com maior reserva do pré-sal, portanto com uma quantidade imensa de gás natural. Essa empresa [Golar Power Participações, de capital norueguês] está sob investigação da Lava Jato, e ao mesmo tempo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprova essa compra de 50% por parte de uma empresa [a BR Distribuidora] que ainda tem maioria estatal. Isso tudo fica muito nebuloso. Nós vamos investigar isso a fundo. Pode ser que não tenha nada, mas parece que vai render muita coisa", comentou.

MK também abordou os indícios de corrupção na Saúde nos estados. Ele ainda citou as recentes decisões do governo federal e o caso do redirecionamento para o programa Pátria Voluntária dos R$ 7,5 milhões doados por uma empresa com intuito de combate à Covid-19. 

"Quando você vê governadores serem arrolados como suspeitos de desvio de dinheiro da Saúde... Falando nisso, R$ 7,5 milhões doados pela Marfrig para o governo combater o coronavírus foram parar onde? Num órgão administrado pela primeira-dama, Michelle. O que não quer dizer, a princípio, que tenha irregularidade, mas foi feito para ajudar a multiplicar o número de testes, não para ir para uma determinada entidade. Mas a gente vive, além das crises econômica, de governo, e política, essa crise. Não ia acabar a corrupção? Não ia acabar a mamata? Acabou nada! Acabou a mata, a mamata não. Acho que a gente leu errado, o pessoal que votou aí deve ter entendido errado. O Pantanal e a Amazônia estão efetivamente acabando. Aí o presidente vai para a Cúpula da ONU, diz que não tem nada disso. Se os Trapalhões ainda existissem, não precisariam fazer mais nada, perder tempo escrevendo, bastava pegar as ações do governo", ironizou.

MK ainda lamentou a morte do cartunista argentino Quino, criador da personagem Mafalda, tida por ele como uma "válvula de escape", principalmente durante o período do regime militar: "Mafalda vai continuar nos alegrando, dando sinais de uma ironia inteligente. Uma coisa que fez tão bem às nossas vidas, os mais jovens nem fazem ideia".

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