Editorial

MK cita 'absurdo' em caso de soltura do líder do PCC; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, MK ainda tornou pública uma denúncia contra a vereadora Ana Rita Tavares (PT), candidata a reeleição em 2020

[MK cita 'absurdo' em caso de soltura do líder do PCC; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 13 de Outubro de 2020 ⋅ 08:57

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (13), Mário Kertész falou sobre a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que libertou da prisão o líder da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), André do Rap. A liminar do magistrado foi cassada pelo presidente da Corte, Luiz Fux, no último sábado (10). O narcotraficante é considerado foragido. MK considerou a libertação como "um absurdo" e se disse interessado, enquanto leigo, em entender as razões jurídicas para a decisão de Marco Aurélio Mello.

"Ouvintes nossos que são criminalistas, vocês acham que o ministro Marco Aurélio Mello agiu corretamente, dentro da lei? Eu não faço ideia. A ideia que passa na cabeça de todo cidadão comum é que foi um absurdo a soltura, ainda mais sem nenhum tipo de restrição. Tanto que ele deu dois endereços onde ficaria e não ficou em nenhum deles. Supostamente foi pro exterior. Esse sujeito já tem duas condenações em segunda instância. Esse parágrafo único do artigo 316 do Código Penal, que embasa a soltura, foi introduzido por um deputado do Republicanos. Ele estabelece que, se um cidadão tem a sua prisão preventiva decretada e não ocorre o julgamento no prazo de 90 dias, o juiz tem obrigação de, quando julgar necessário, pedir a prorrogação dessa prisão. Sergio Moro, que era ministro na época, e a própria Procuradoria-Geral da República, pediram ao presidente Jair Bolsonaro que vetasse esse parágrafo único porque realmente daria uma sobrecarga imensa aos juízes. O presidente não vetou, não sei quais são as razões dele, e o ministro Marco Aurélio soltou o cidadão. (...) É evidente que para nós, leigos, e aí eu me incluo, essa libertação foi um absurdo. E o resultado foi esse aí. Isso precisa ser mais debatido", disse.

MK ainda tornou pública uma denúncia contra a vereadora Ana Rita Tavares (PT), candidata à reeleição em 2020. Conhecida por defender a causa animal, a parlamentar estaria devendo mais de vinte parcelas do aluguel de um imóvel. A proprietária é uma senhora de 88 anos que vive dificuldades financeiras. Segundo MK, a dona da casa entrou na Justiça pedindo o pagamento e a desocupação do imóvel, mas a vereadora até hoje não foi citada. "Não sei de que forma ela não foi citada, se a Justiça foi ineficiente, se é ela que obstrui a Justiça. Inclusive o espaço está aberto para ela responder. Agora, enquanto ela não responder ou não tomar uma providência, vou falar isso aqui todos os dias, porque eu acho de uma crueldade você fazer isso com uma senhora de 88 anos de idade. (...) Antes de tornar isso público, falei com um vereador que conseguiu, com dificuldade, chegar até ela, e teve a seguinte informação: o aluguel está atrasado mesmo, mas ela disse que prefere pegar o dinheiro para pagar ração dos animais do que pagar o aluguel. Quer dizer, a vereadora Ana Rita Tavares diz que prefere não cumprir o contrato para comprar ração pros animais, em vez de permitir uma sobrevivência minimamente digna de uma senhora de 88 anos de idade. Dá pra acreditar nisso?", questionou.

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