Editorial

MK comenta novo lockdown na Europa e diz que Mourão sabe que 'tem tudo para ser queimado'

Âncora da Metrópole falou sobre a entrevista do vice-presidente à revista Veja

[MK comenta novo lockdown na Europa e diz que Mourão sabe que 'tem tudo para ser queimado']
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Metro1 no dia 03 de Novembro de 2020 ⋅ 08:38

Mário Kertész comentou a eleição americana, que acontece hoje (3) e vai definir o futuro dos Estados Unidos, além dos impactos na política internacional. Na avaliação de MK, a expectativa de atos de violência no país diante do resultado do pleito é uma prova de como o mundo está.

"Como vai acontecer, ninguém sabe. O que ela vai gerar de reflexo no mundo também não temos a menor ideia. Vai ser judicializada, como Trump ameaça o tempo todo. Vai haver o início de violência mais acentuada agora. Tem pessoas que acreditam na possibilidade de uma Guerra Civil. Eu vi com tristeza muitas lojas nos EUA e várias cidades protegerem suas vitrines com madeira, fechando tudo com medo da violência que poderá ocorrer. O mundo está muito doido", disse o comunicador, em comentário na manhã de hoje (3) no Bom Dia com Mário Kertész, na Rádio Metrópole

Ainda de acordo com Mário Kertész, a onda de terrorismo na europa e os recentes atentados na França e na Áustria são alarmantes. Em meio a isso, também há a revolta dos europeus diante de uma segunda onda de Covid-19. "Vocês viram os atentados na França e agora também em Viena, na Áustria, com mortos e feridos. O terrorismo está forte, reações imensas das populações em relação ao novo fechamento, novo lockdown. A Europa está tendo que fechar na marra. Se fala agora de uma nova mutação do coronavírus. É o Covid 2. Como que ele é, a quem ataca as fragilidades e as consequências ninguém sabe. Estamos todos perdidos de novo", afirmou MK. 

"Felizmente, no Brasil, apesar de todos os esforços do governo federal para que a pandemia seja a pior possível, estão diminuindo o número de mortes, embora esteja aumentando significamente o número de infectados", acrescentou. 

Mário Kertész também falou sobre as aglomerações registradas no final de semana. Festas ocorridas em Tailândia-PA e Lauro de Freitas-BA reuniram centenas de pessoas em shows particulares, mesmo com as recomendações de isolamento social.  "Eu vejo que no Pará, na cidade de Tailândia, aconteceu de novo um grande show, fantástico, com milhares de pessoas. Na mesma cidade que havia acontecido semana passada. E o Pará está com aumento de infecção. Aqui em Lauro de Freitas, tem até vídeo no Metro1, o pessoal fazendo o maior sambinha e dançando como se nada tivesse acontecido ou acontecendo. Será que estão certos? Não sei, eu fico muito preocupado com isso", declarou.

MK citou a entrevista do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) à revista Veja, onde ele aborda, entre outros assuntos, temas dissoantes do que defende o presidente Jair Bolsonaro. O militar comentou que governo comprará vacina chinesa, que havia sido criticada publicamente por Bolsonaro. "Gostei muito da entrevista do general Hamilton Mourão na Veja desta semana. Ele foi frontalmente contra algumas coisa que o presidente Bolsonaro tem dito. Perguntado sobre a vacina chinesa, ele disse que temos que comprar sim, na maior calma. Ele diz: 'O presidente é prisioneiro. Eu não. Eu tenho vida, eu sou livre'. Se não for candidato a vice-presidente na chapa, ele sabe que tem tudo para ser queimado. Ou não fazer nada e talvez ser candidato ao Senado", comentou o âncora da Metrópole. 

Confira o comentário desta manhã na íntegra:
 

Notícias relacionadas