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Primeiro-ministro francês acusa extrema esquerda de “plano de insurreção” após tumultos em protestos

Internacional

Primeiro-ministro francês acusa extrema esquerda de “plano de insurreção” após tumultos em protestos

Sébastien Lecornu promete policiamento “em massa” e afirma que toque de recolher "ajudou a manter a paz"

Primeiro-ministro francês acusa extrema esquerda de “plano de insurreção” após tumultos em protestos

Foto: Agência Efe/Folhapress

Por: Metro1 no dia 20 de outubro de 2026 às 14:10

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, acusou nesta terça-feira (20) grupos de extrema esquerda de organizarem um "plano de insurreição" que teria provocado os tumultos violentos do fim de semana, durante protestos em todo o país contra o alto custo de vida.
Em uma sessão no Parlamento, Lecornu criticou o que chamou de "planejamento, em determinados locais, de um plano insurrecional liderado por grupos de extrema esquerda e setores radicais da esquerda". Segundo ele, as autoridades não vão admitir que esses grupos "marchem até o Eliseu ou Matignon", sedes da Presidência e do governo, em Paris.

O chefe de governo anunciou ainda que haverá uma mobilização policial "em massa" para os atos previstos para o próximo fim de semana, com participação de militares do Exército no esquema de segurança. Lecornu também afirmou aos deputados que o toque de recolher decretado no domingo nas maiores cidades francesas "ajudou a manter a paz" durante a noite.

Cerca de 500 mil pessoas foram às ruas da França no último fim de semana, em manifestações que percorreram o país. Os protestos começaram como uma mobilização de estudantes, que reivindicavam a alocação de recursos e de profissionais para as instituições de ensino.

Entre o fim de setembro e o início de outubro, os episódios de violência se intensificaram. Duas escolas foram incendiadas, carros e veículos públicos foram destruídos, e houve confrontos com a polícia e prisões de manifestantes. Com o tempo, o movimento passou a refletir a insatisfação com o custo de vida, a piora dos serviços públicos e a desaprovação do próprio governo de Emmanuel Macron.