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França reforça policiamento e mantém toque de recolher após onda de violência

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França reforça policiamento e mantém toque de recolher após onda de violência

Mais de 2 mil pessoas foram presas nos protestos do último fim de semana, que deixaram mortos e feridos; novos atos estão previstos para sábado (24)

França reforça policiamento e mantém toque de recolher após onda de violência

Foto: Gouvernement français

Por: Metro1 no dia 21 de outubro de 2026 às 07:33

A França reforçará o policiamento para as manifestações previstas para sábado (24) e manterá restrições noturnas em áreas afetadas pelos recentes distúrbios. As medidas foram anunciadas após protestos contra a situação da educação e o custo de vida terminarem em confrontos, mortes e depredações, em uma das ondas de violência mais graves dos últimos anos no país.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que os toques de recolher ajudaram a conter novos episódios de violência entre segunda (19) e terça-feira (20). Ele também reconheceu falhas dos serviços de inteligência na avaliação da gravidade da crise e criticou a falta de flexibilidade das estratégias de segurança adotadas.

Em Paris, a restrição de circulação durante a noite foi determinada para áreas próximas à Place de la République e ao mercado Les Halles, a partir das 23h de terça-feira. Bordeaux e Lille também estão entre as cidades que adotarão medidas semelhantes.

A UNEF, principal sindicato estudantil francês, convocou novos atos para sábado e declarou que manterá a mobilização até que suas reivindicações sejam atendidas. A central sindical CGT também confirmou participação, com a defesa de manifestações pacíficas. Mais de 2 mil pessoas foram presas nos protestos do último fim de semana, que deixaram ao menos dois mortos e feridos graves. Durante os confrontos, policiais utilizaram gás lacrimogêneo, enquanto manifestantes incendiaram locais e invadiram lojas e prédios públicos.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, reconheceu parte da responsabilidade do governo pelos episódios, mas também criticou adversários políticos e participantes envolvidos em atos de destruição. Já o presidente Emmanuel Macron prometeu responsabilizar os autores de saques e depredações e realizar reuniões para discutir medidas concretas e ouvir as demandas dos manifestantes.