
Home
/
Notícias
/
Internacional
/
Brasileiro é preso nos EUA suspeito de vender documentos falsos a imigrantes
Internacional
Brasileiro é preso nos EUA suspeito de vender documentos falsos a imigrantes
Romulo Ferreira de Oliveira, de 39 anos, teria negociado cartões do Seguro Social e um Green Card falsificados; se condenado, pode pegar até 15 anos de prisão

Foto: Tribunal Distrital dos EUA / Divulgação
Um brasileiro de 39 anos foi preso nos Estados Unidos, na semana passada, suspeito de vender documentos falsificados a imigrantes em situação irregular. Romulo Ferreira de Oliveira, residente em Braintree, no estado de Massachusetts, foi detido em 13 de outubro e compareceu a uma audiência de custódia três dias depois.
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a investigação aponta que o brasileiro vendeu documentos falsos a um informante confidencial em duas ocasiões, em julho de 2026, em troca de dinheiro.
Na primeira negociação, em 18 de julho, ele teria vendido um cartão de residente permanente legal, conhecido como Green Card, e um cartão do Seguro Social. Dez dias depois, em 28 de julho, a segunda encomenda teria incluído 11 cartões do Seguro Social e uma carteira de habilitação brasileira.
De acordo com o jornal local Boston Herald, a primeira encomenda custou US$ 200. Já a segunda teve o preço negociado em US$ 1 mil.
Em uma mensagem reproduzida na reportagem, o comprador perguntou: “Quando você consegue fazer 10 cartões do Seguro Social para essas pessoas? Posso buscá-los na sexta-feira de manhã, se você puder. Me dê um desconto para que todos saiam ganhando”.
O cartão do Seguro Social é utilizado em diferentes procedimentos administrativos e trabalhistas nos Estados Unidos. Já o Green Card comprova a condição de residente permanente legal no país.
Brasileiro pode pegar até 15 anos de prisão
Se condenado pela acusação, Romulo poderá enfrentar uma pena de até 15 anos de prisão e multa de US$ 250 mil, aproximadamente R$ 1,25 milhão. Ele também está sujeito à deportação.
O brasileiro, no entanto, ainda não foi considerado culpado. O Departamento de Justiça ressalta que as informações apresentadas nos documentos judiciais constituem alegações e que o acusado deve ser considerado inocente até que sua responsabilidade criminal seja comprovada.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

