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Pressão para Caiado desistir de candidatura a presidente preocupa ACM Neto, dizem aliados

Metropolítica

Por Jairo Costa Júnior

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Pressão para Caiado desistir de candidatura a presidente preocupa ACM Neto, dizem aliados

Ofensiva de líderes do PP e do PL para que o governador de Goiás deixe o páreo prejudicaria os planos do ex-prefeito de Salvador para não repetir estratégia de neutralidade adotada em 2022

Pressão para Caiado desistir de candidatura a presidente preocupa ACM Neto, dizem aliados

Foto: Divulgação

Por: Jairo Costa Jr. no dia 23 de janeiro de 2026 às 17:59

Um dos maiores interessados na candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao Palácio do Planalto pelo União Brasil, o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do partido, ACM Neto, tem demonstrado incômodo com a ofensiva para que ele desista da disputa. Movimento esse que tem as digitais de integrantes da federação formada com o PP, a União Progressista, e de parte das lideranças de siglas de oposição, especialmente o PL. Aliados de Neto ouvidos pela coluna atribuem grande parte da pressão a um trabalho   coordenado pela tropa de choque do senado piauiense e principal cacique pepista, Ciro Nogueira, que sonha em ocupar a vice do senador carioca Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial.

Pior dos mundos
"A pressão existe, é cada vez maior e pode dar caldo. Isso estragaria bastante os planos de Neto, que vê a candidatura de Caiado como a chance ideal para romper a neutralidade com a qual transitou na campanha para governador em 2022 e levou nossos adversários a chamarem ele de 'candidato do tanto faz'. E o melhor: sem precisar carregar para seu palanque a altíssima rejeição do eleitorado baiano ao ex-presidente Jair Bolsonaro e, por extensão, a seu filho Flávio. A preocupação de Neto, de fato, tem razão de ser", avaliou um cardeal do União Brasil, em conversa reservada com a Metropolítica.

Em algum lugar do passado
Em declarações recentes ao Grupo Metropole, ACM Neto garantiu que, ao contrário da postura que adotou na sucessão passada - quando, segundo o ex-prefeito, não havia opção do partido no páreo -, ele apoiaria a candidatura de Ronaldo Caiado. Caso pensado ou esquecimento seletivo, Neto parece não lembrar de que, na eleição de 2022, o União Brasil lançou na briga pela Presidência a senadora sul-matogrossense Soraya Thronicke, hoje no Podemos. 

Água no chope
"É claro que ele não tinha opção antes, mas a falta de alternativa à que Neto se refere tinha muito mais a ver com a tática de manter do seu lado os eleitores do presidente Lula (PT) que preferiam votar nele também quatro anos atrás, o chamado voto Lula-Neto, do que necessariamente a inexistência de nomes a apoiar. Mas a estratégia não deu o resultado que esperávamos. Impediu uma derrota com placar mais elástico, é verdade, mas não resolveu", acrescentou um influente líder da oposição ao PT no estado.

Questões caseiras
Fora a pressão do PP, incluindo a de parlamentares que querem liberdade para seguir em cortejos diferentes nos seus estados e rejeitam a ideia de amarrar o apoio da federação exclusivamente ao candidato do União Brasil, há ainda os arranjos em Goiás, reduto político de Caiado. O o que está em jogo por lá é a adesão do PL ao nome escolhido pelo governador goiano para sucedê-lo, ou seja, seu atual vice, Daniel Vilela (MDB). O acordo, porém, está condicionado  à desistência de Caiado. Mesmo que ele diga que a candidatura é irreversível, disseram as fontes consultadas, sempre existem margem para recuos.        

Hoje, só amanhã 
Integrantes do alto escalão do Palácio de Ondina garantem que, do jeito que as nuvens estão hoje sobre o céu da política baiana, não existe a menor possibilidade de que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assuma o lugar do governador Jerônimo Rodrigues na cabeça da chapa liderada pelo PT para a sucessão estadual. A troca, destacam, passaria uma mensagem muito ruim. Em suma, a de que o próprio Rui escolheu mal o nome para substituí-lo no comando do leme. 

Abaixo da linha vermelha
Ainda sobre a chapa majoritária do PT, quadros com voz e veto no partido arranjaram um argumento para frear as pretensões do senador Ângelo Coronel (PSD) de disputar a reeleição pelo bloco governista. Mais precisamente o resultado de levantamentos recentes de consumo interno sobre a disputa para o Senado. Neles, Rui e o senador Jaques Wagner pontuam bem, enquanto Coronel oscila entre o traço e os 3% das intenções de voto. Abaixo até do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), virtual candidato pela ala oposicionista.