
Política
Wagner aposta em volta de Dilma e lembra dificuldade imposta por Temer
Ex-governador e ex-ministro do governo Dilma, Jaques Wagner, conversou com Mário Kertész na manhã desta sexta-feira (20) sobre a situação política do país. Apesar de ressaltar [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira/Metropress
Ex-governador e ex-ministro do governo Dilma, Jaques Wagner conversou com Mário Kertész na manhã desta sexta-feira (20) sobre a situação política do país. Apesar de ressaltar as “dificuldades que estão sendo impostas pelo vice presidente em exercício, Michel Temer”, Wagner disse que aposta na volta de Dilma ao poder, após o afastamento aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
“Eu acredito que Dilma pode voltar. É uma votação difícil, o presidente provisório está no poder, mas eles tiveram 55 votos no Senado. Se tiverem 53, ela não será condenada, ainda tem a etapa do STF. A gente ainda não levou até agora, a batalha é dura, o ex-presidente Lula está participando. Tivemos um encontro com aqueles que votaram contra o impeachment, que pra mim foi uma coisa disfarçada”, reclamou.
O ex-governador da Bahia comparou ainda a situação da presidente afastada com a de Getúlio Vargas, líder populista que governou o Brasil através do voto direto de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando cometeu suicídio.
“Poucas vezes se viu na história política, só com Getúlio, uma violência tão grande contra um líder político da história. Um governo que fez tão bem para o povo. Eles se irritam quando a gente diz que é golpe, mas no Brasil não temos um bota-fora. Eu acho que se tivessem novas eleições era mais decente, era melhor introduzir na Constituição brasileira um recall. Desde que chegamos lá, em 2015, os caras questionaram as urnas, depois entraram no STF, até hoje está lá preso como uma espada na cabeça da presidente Dilma. É bom lembrar que ela é presidente ainda, o outro é vice”, ressaltou.
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