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Caiado confirma saída do União Brasil e amplia tensão interna no partido

Política

Caiado confirma saída do União Brasil e amplia tensão interna no partido

Guinada do governador de Goiás envolve jogo de ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia

Caiado confirma saída do União Brasil e amplia tensão interna no partido

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 27 de janeiro de 2026 às 13:53

Atualizado: no dia 27 de janeiro de 2026 às 14:42

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (27) que sua saída do União Brasil para disputar a Presidência da República neste ano já é certa e que o novo partido deve ser definido nos próximos dias. A declaração foi dada em entrevista à rádio Novabrasil, em Goiânia.

“Eu já informei o presidente do partido, o [Antônio] Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo-irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”, afirmou.

Segundo Caiado, a decisão vem sendo discutida desde o fim do ano e chegou a um ponto sem retorno. “Essa é uma realidade que vem sendo debatida desde o período do Natal e do Ano Novo. Irei até o fim. Estou em contato com outros partidos, e o entendimento é avançarmos para a campanha. Isso é algo a ser resolvido nos próximos dias”, declarou.

A movimentação do governador ocorre em meio a disputas internas no União Brasil e à pressão exercida por integrantes da federação formada com o PP, a União Progressista. Como mostrou a coluna Metropolítica, um dos principais interessados na candidatura de Caiado pelo partido, o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional da legenda, ACM Neto, tem demonstrado incômodo com a ofensiva para que o governador desista da disputa.

Aliados de Neto atribuem parte dessa pressão a um trabalho coordenado por lideranças do PP, especialmente pelo senador Ciro Nogueira, principal cacique da sigla, que articula nos bastidores a formação de uma chapa presidencial liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), na qual sonha ocupar a vaga de vice.