Política

Imbassahy afirma à Metrópole que Eduardo Cunha "já está condenado"

O líder do PSDB Antônio Imbassahy foi entrevistado por José Eduardo, na manhã desta sexta-feira (2), na Rádio Metrópole, e comentou as situações políticas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) — afastada definitivamente pelo Senado — e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — que será julgado no dia 12 de setembro. [Leia mais...]

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Foto : Agência Câmara

Por Gabriel Nascimento no dia 02 de Setembro de 2016 ⋅ 10:01

O líder do PSDB Antônio Imbassahy foi entrevistado por José Eduardo, na manhã desta sexta-feira (2), na Rádio Metrópole, e comentou as situações políticas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) — afastada definitivamente pelo Senado — e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — que será julgado no dia 12 de setembro.

Na opinião do tucano, apesar da semelhança dos "problemas", os "crimes são distintos". "O crime de responsabilidade de Dilma, que ficou comprovado nesse longo processo [de impeachment] é de uma gravidade extraordinária. Violando nossa carta magna, não observando o orçamento federal, a consequência foi essa: milhões de desempregados. O que ela fez levou a esse estado que a gente vive. Vamos ter que passar anos recuperando nossa economia", disse.

Em relação a Cunha, o deputado afirmou que "já está condenado". "Tem acusações com coisas já materializadas pelo Ministério Público, pela Operação Lava Jato, tem o acolhimento no STF [Supremo Tribunal Federal]. Na minha percepção, ele está condenado. As coisas estão expostas. Não vejo sinceramente uma escapatória para ele na Câmara. Acho que deverá ser cassado", finalizou.

Segundo Imbassahy, a expectativa é de que haja quorum suficiente para votar a cassação de Cunha no dia 12. "Somos 513 deputados, talvez um quorum de 420 já possa votar a cassação sem que a quantidade de deputados possa influenciar na decisão. Porque se o quorum for baixo pode influenciar na não cassação. Sendo alto, fica mais seguro que a votação vai expressar a vontade da maioria esmagadora dos deputados federais", explicou.

 

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