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"Não aceito punição sem ser ouvido", diz Suíca sobre suspensão do PT

O vereador Luiz Carlos Suíca (PT) foi entrevistado por José Eduardo, na Rádio Metrópole, na manhã desta sexta-feira (6), e falou sobre a suspensão do partido depois da eleição para presidente da Câmara Municipal de Salvador. Ele e o colega Moisés Rocha (PT) foram punidos por terem votado em Leo Prates (DEM). [Leia mais...]

"Não aceito punição sem ser ouvido", diz Suíca sobre suspensão do PT

Foto: Reprodução/CMS

Por: Gabriel Nascimento no dia 06 de janeiro de 2017 às 09:42

O vereador Luiz Carlos Suíca (PT) foi entrevistado por José Eduardo, na Rádio Metrópole, na manhã desta sexta-feira (6), e falou sobre a suspensão do partido depois da eleição para presidente da Câmara Municipal de Salvador. Ele e o colega Moisés Rocha (PT) foram punidos por terem votado em Leo Prates (DEM), mesmo com a candidatura de Marta Rodrigues (PT).

O petista garantiu estar tranquilo, cobrou "uma oportunidade para ser ouvido" e declarou que ainda não foi notificado. "Eu acho que todo mundo tem direito de ampla defesa. Nós não fomos notificados, fizemos uma reunião da bancada ontem, decidiu que eu vá pra liderança do partido e Marta na vice. Não aceito punição sem me defender, não acontece em lugar nenhum. Se acontecer um fato desse e a gente aceitar, é aceitar uma ditadura", declarou.

Apesar de elogiar Marta, Suíca voltou a dizer que a candidatura "foi tardia". "Lançou a candidatura em cima, ninguém soube. O diretório [municipal] não comunicou a gente. É uma potencial vereadora, é uma candidatura boa, se pudesse conversar, dialogar com outros partidos... Só não pode de surpresa. Chegaram em cima da hora e colocaram a candidatura sem falar com ninguém. Aí você não tem como conversar", declarou.

Suíca chamou a atenção ainda para a redução da influência do PT na Casa. "Nós já tivemos nove na legislatura. Na saída de dois vereadores, caiu pra sete. Depois um voltou a ser suplente, ficamos com seis. Agora temos três: eu, Moisés e Marta. Nos elegemos a duras penas. O partido precisa abrir o diálogo pra que a gente apresente um projeto para sociedade. Não dá pra ficar nessa história de golpe ou não golpe (...) o partido não pode ser comandado apenas por uma cabeça. Não tenho medo de nada, vou continuar", finalizou.