Política

Cantanhêde critica pressa de Janot para acordo com a JBS e diz que PMDB é próximo alvo

Especialista em política e colunista do jornal Estado de S. Paulo, a jornalista Eliane Cantanhêde conversou com Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (5), e analisou as ações do procurador-geral da República Rodrigo Janot. Para Cantanhêde, depois de denúncias contra o PP e PT, Janot "vai flechar" o PMDB. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Agência Brasil

Por Gabriel Nascimento no dia 06 de Setembro de 2017 ⋅ 09:07

Especialista em política e colunista do jornal Estado de S. Paulo, a jornalista Eliane Cantanhêde conversou com Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (5), e analisou as ações do procurador-geral da República Rodrigo Janot. Para Cantanhêde, depois de denúncias contra o PP e PT, Janot "vai flechar" o PMDB. "Na semana passada teve a denúncia contra o PP de Maluf, essa semana o PT. Quando a gente olha o escândalo da Petrobras, percebe que foi destruída por três partidos: PP, PT e PMDB. Intuímos que o próximo passo é denunciar o PMDB, na época presidido por Michel Temer", disse.

"A gente está vendo tudo preparado para Janot dar mais uma flechada em Temer. Mas a força disso caiu muito. Não tem a mesma força da primeira [denúncia] — já que o próprio PGR afirmou que o acordo de delação com a JBS pode ser anulado. Se Temer conseguiu escapar da primeira, muito mais motivos terá para escapar da segunda", ponderou.

Cantanhêde aproveitou para dizer que faltou cautela de Janot ao denunciar Temer pela primeira vez. "Teve pressa de fechar o acordão com a JBS. Agora se vê que tudo aquilo tinha um braço de montagem. Marcelo Miller, ex-procurador, já estava com o pé dentro do escritório de advogacia que defenderia a JBS. Tinha, portanto, informações privilegiadas que levava à Joesley. Quem sobra? Tá difícil salvar algum trigo desse joio", concluiu.

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