Política

Zé Ronaldo e Gualberto respondem a processos de improbidade, diz App

Detector de Corrupção “pega” não postulantes, como ACM Neto e Otto Alencar, e ignora quatro pré-candidatos

[Zé Ronaldo e Gualberto respondem a processos de improbidade, diz App]
Foto : Silvio Tito/Coperphoto/Sistema FIEB | Gustavo Lima / Câmara dos Deputados

Por Luiza Leão no dia 15 de Maio de 2018 ⋅ 06:00

Dos oito pré-candidatos ao Governo da Bahia, quatro são apontados pelo aplicativo “Detector de Corrupção” como alvos de processos e dois são listados como “nada consta”.

Aspirante do DEM ao Palácio de Ondina, o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo aparece em foto monocromática. O motivo é uma ação movida pelo Ministério Público que acusa o democrata de supostamente contratar terceirizados para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro de Mangabeira irregularmente, quando aprovados em concurso público aguardavam convocação.

Já João Gualberto (PSDB), segundo a ferramenta, responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal após ação movida pelo Ministério Público Federal, que apura crimes da Lei de Licitações, referente ao período em que ele foi prefeito de Mata de São João (2005-2012).

Entre os postulantes ao comando do Estado, Rui Costa (PT), que visa a reeleição, tem a imagem colorida à mostra: indício, de acordo com o App, de que ele é “ficha limpa”. Quem também está isenta, segundo o aplicativo, é a postulante da Rede, Iaraci Dias.

Imprecisões – Mesmo após desistir de participar da corrida pelo Palácio de Ondina, ACM Neto (DEM) é listado no aplicativo como pré-candidato. Ex-deputado, o prefeito de Salvador é alvo de inquérito, ao lado de outros políticos, que aponta irregularidades no uso de cotas para passagens aéreas da Câmara Federal.

Apesar de já terem os nomes divulgados para o pleito de outubro, João Henrique (PRTB), João Santana (MDB), Marcos Maurício (PPL) e Marcos Mendes (PSOL) não tiveram as fichas divulgadas.

Mesmo sem serem, de fato, postulantes ao governo baiano também tiveram os "perfis" divulgados Rogério Tadeu da Luz (PRTB) e Fábio Nogueira (PSOL), ambos sem nenhum processo atrelado aos nomes.

Já o senador Otto Alencar (PSD) também foi “detectado” pelo mecanismo. O parlamentar não está na disputa, mas é acusado de colocar escutas telefônicas ilícitas na linha do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) por meio da Secretaria de Segurança Pública, quando era governador. Em contato com o Metro1, o parlamentar disse estranhar a divulgação do conteúdo pelo App, uma vez que a ação foi arquivada pela Justiça Federal. Ele contatou o Reclame Aqui para ser feita a correção. "A retirada e exclusão do meu nome desse processo no qual fui citado de forma irresponsável e leviana foram pedidas pelo Ministério Publico Federal e acatadas pelo juiz federal Evandro Reimão. Decisão proferida há bastante tempo.Trata-se portanto de fake news requentada e que mostra a fragilidade das informações do aplicativo", criticou Otto.

Aplicativo – Recém-criada com a proposta de expor as ações a que cada político brasileiro responde na Justiça por meio do uso de smartphones, a ferramenta gratuita projetada pelo instituto “Reclame Aqui” pretende mostrar "a verdadeira face" dos políticos quando o eleitor aproximar a câmera do celular à foto de um candidato. Baixe na Google Play ou Apple Store.

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