Política

Colega de Bolsonaro por 10 anos, Neto sentencia: 'Não vi apresentar nenhuma proposta importante'

“Ele acaba representando uma parcela da sociedade que está pê da vida com os políticos”, avalia prefeito de Salvador

[Colega de Bolsonaro por 10 anos, Neto sentencia: 'Não vi apresentar nenhuma proposta importante']
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Evilásio Júnior / Gabriel Nascimento no dia 25 de Setembro de 2018 ⋅ 08:46

Ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, o atual prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), falou da experiência de uma década que teve ao lado do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que está há 28 anos no Congresso e só apresentou dois projetos no período.

Em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, o também presidente nacional democrata advertiu para a inoperância do capitão reformado do Exército como parlamentar.

“Fui colega de Bolsonaro na Câmara. Não posso falar nada do ponto de vista pessoal, mas durante 10 anos no Congresso, não vi o deputado apresentar nenhuma proposta importante. Ele podia ter feito algo impactante, inclusive na área de segurança pública. Ele, que é do Rio de Janeiro, um dos estados mais violentos do Brasil. Ele acaba representando uma parcela da sociedade que está pê da vida com os políticos, que não quer nem saber. Eu entendo essa postura do eleitor, tenho percebido isso nas ruas. A gente vê que essa campanha é muito mais fria. As pessoas estão de saco cheio quando ligam a televisão para ver o horário eleitoral: ‘Alí ninguém presta’. Porém, a gente corre o risco de viver um segundo turno de extremos esquerda e direita: Bolsonaro e Haddad”, opinou Neto.

Coordenador da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), o gestor soteropolitano ainda utilizou os números da última pesquisa Ibope para reforçar que “quem vota em Bolsonaro vai eleger o PT” e pontuar que o tucano venceria o adversário em um eventual segundo turno.

“Vai acontecer muita coisa nessas duas semanas. Ontem ouvi um comentário de Marcia Cavallari, do Ibope, e a gente percebe que mais de 40% do eleitor pode mudar seu voto, faltando 15 dias. O eleitor está despertando para o debate agora. Não dá pra fazer uma escolha baseado em dois episódios emocionais. Não pode ser entre a prisão e a facada. Tem que ser uma coisa racional”, afirmou.

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