Política

Após um mês de 'Three Hills', deputado baiano e suspeitos seguem sem denúncia no MPF 

Após receber a visita da PF em sua casa, o parlamentar estadual usou a tribunal da Assembleia Legislativa da Bahia para protestar

[Após um mês de 'Three Hills', deputado baiano e suspeitos seguem sem denúncia no MPF ]
Foto : Divulgação

Por Alexandre Galvão no dia 16 de Maio de 2019 ⋅ 16:16

Um mês após 30 agentes da Polícia Federal participarem da Operação Three Hills, seus suspeitos seguem sem denúncia formal no Ministério Público Federal. A PF pediu, no ato da operação, o indiciamento com base na Lei dos Prefeitos, associação criminosa e fraude em licitações.

A operação teve como objetivo repreender  fraudes em licitações e desvio de verbas públicas, no município de Lafaiete Coutinho. Um dos alvos foi o deputado estadual e ex-prefeito da cidade, Zé Cocá (PP). 

Procurado pelo Metro1, a Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) afirmou que a denúncia não foi formulada. Por ter foro privilegiado, o parlamentar deve ser denunciado por esse parquet. 

As investigações que deram origem à Operação Three Hills se iniciaram em 2016, após o recebimento de denúncia de que a pessoa jurídica que havia vencido todas as licitações para o fornecimento de combustível para o município de Lafaiete Coutinho, no período de 2010 a 2016, na verdade pertenceria ao então prefeito, mas estaria em nome de “laranjas”.

Com as investigações, comprovou-se que o posto de combustíveis na verdade era administrado por um servidor da Prefeitura de Lafaiete Coutinho, o qual chegou a ser responsável pela conferência do recebimento do material (combustíveis) em relação a dois procedimentos licitatórios, além de Presidente da Comissão Permanente de Licitação em um certame e Pregoeiro designado pelo prefeito em outra disputa.

Segundo a Polícia Federal, há também fortes indícios de superfaturamento com relação ao preço do combustível comercializado pelo posto para o município de Lafaiete Coutinho. O pagamento dos valores definidos nos contratos celebrados entre o município de Lafaiete Coutinho e a pessoa jurídica investigada era realizado com a utilização de recursos federais.

Após receber a visita da PF em sua casa, o parlamentar estadual usou a tribunal da Assembleia Legislativa da Bahia para protestar. “A Polícia Federal chega 6h da manhã na sua casa. Não tenho medo disso. Falei para o delegado que ele pode ficar à vontade com os documentos. Acredito na lei. A única satisfação que tenho que dar é para minha família, me sinto triste de ser político. Me deu vontade de eu sair da política. Somos muito vulneráveis. Por pequenos detalhes, somos criminalizados. Nem direito de defesa temos”, acusou.

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