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Jamil Chade: Brasil aceita negociar tarifas com os EUA, mas não abrirá mão de soberania

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Jamil Chade: Brasil aceita negociar tarifas com os EUA, mas não abrirá mão de soberania

Em entrevista à Metropole, jornalista afirmou que governo Lula endureceu o discurso após críticas de Trump e alertou para tentativas de influência em eleições na América Latina

Jamil Chade: Brasil aceita negociar tarifas com os EUA, mas não abrirá mão de soberania

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 18 de junho de 2026 às 08:48

O jornalista Jamil Chade afirmou, em entrevista à Metropole, nesta quinta-feira (18), que o governo brasileiro está disposto a negociar questões comerciais com os Estados Unidos, mas sem abrir mão de temas considerados inegociáveis, como soberania nacional e o processo eleitoral.

“Nos bastidores, o que eu posso te dizer é que o governo brasileiro está disposto, sim, a ceder. Ceder no quê? Em tarifas. O Brasil quer uma negociação que seja focada e limitada às tarifas. Ele não quer trocar tarifas por soberania, tarifas por decisões políticas. Não, tarifa por tarifa, setor por setor”, acrescentou.

Na avaliação de Chade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou uma postura mais firme após as declarações feitas por Donald Trump durante a cúpula do G7. “Tarifa é tarifa, é uma coisa técnica, será examinada no nível técnico. Se negocia o que for viável. Agora, o resto, ele deu uma bela endurecida em relação aos comportamentos anteriores”, disse.

O jornalista também afirmou que o governo brasileiro acompanha com preocupação o cenário político na América Latina e vê uma mudança na forma de atuação dos Estados Unidos na região. “O que nós estamos vendo na América Latina é, sim, uma ingerência em eleições”, avaliou.

Para ele, a estratégia americana deixou de passar por intervenções militares e se concentra em influenciar processos eleitorais. “A opção escolhida pelos americanos é influenciar nas eleições. Porque aí você fica com as mãos limpinhas, você não tem nenhum tipo de digitais nem de sangue nas mãos caso uma mudança aconteça”, afirmou.

Segundo ele, esse apoio ocorre por meio de “desinformação, ajuda das big techs, todo tipo de influência e apoio inclusive financeiro”. “O Brasil entendeu que esse é o caminho da ingerência americana hoje na América Latina: influenciar a eleição. E a próxima é a nossa”, declarou.

Confira na íntegra: