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Jornalista afirma que equipe carece de craques, identidade de jogo e protagonismo internacional

Foto: Samanta Leite/Metropress
O jornalista Breno Altman avalia a situação da Seleção Brasileira como um dos momentos mais delicados de sua história e já não figura entre as principais favoritas ao título da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar desta quinta-feira (18), ele afirmou que a equipe nacional vive uma fase de fragilidade técnica, sem identidade de jogo consolidada e distante do nível apresentado por gerações anteriores.
“Estamos com uma seleção que talvez seja a pior da nossa história. Nunca vi uma Seleção Brasileira tão frágil, sem padrão de jogo, sem jogadores do mais alto nível. Temos bons jogadores, mas nada parecido com os craques do passado. Já temos uns 15 anos que não temos um super craque. O único é o Neymar nas condições em que sabemos sobre sua carreira nos últimos três anos. É uma seleção fraca. Acabou ontem a primeira rodada da Copa do Mundo e o Brasil está ali numa faixa intermediária”, disse.
Ao analisar o cenário do futebol brasileiro, Altman destacou que a perda de protagonismo da Seleção não é um fenômeno recente. Segundo ele, a ausência de atletas capazes de liderar uma geração como ocorreu em décadas anteriores reflete um processo de enfraquecimento gradual do futebol nacional. Para o jornalista, o Brasil ainda produz jogadores de qualidade, mas já não conta com nomes capazes de desequilibrar partidas em nível mundial da mesma forma que aconteceu em outros períodos.
“Vejo o risco do Brasil começar a viver uma situação parecida com a do futebol italiano, um declínio acentuado”, afirmou.
Na avaliação de Altman, a relação dos atletas com a camisa da Seleção também mudou ao longo dos anos. Ele argumenta que as novas gerações passaram a enxergar as convocações principalmente como uma oportunidade de valorização profissional, diferentemente de épocas em que vestir a camisa do Brasil era encarado como um símbolo de identidade nacional. “Jogadores jovens hoje veem a seleção como vitrine, e não como a ‘pátria de chuteiras’”, declarou.
Confira a entrevista na íntegra:
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