Editorial

Weintraub 'se acha o dono da verdade' ao incitar denúncias de 'coação', diz MK; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Kertész ainda criticou a aproximação do presidente do STF, Dias Toffoli, com Jair Bolsonaro

[Weintraub 'se acha o dono da verdade' ao incitar denúncias de 'coação', diz MK; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 31 de Maio de 2019 ⋅ 09:22

As controvérsias envolvendo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, em meio às manifestações contra os cortes no orçamento do setor, foram os principais temas do comentário de Mário Kertész, hoje (31), na Rádio Metrópole. Para MK, Weintraub age de maneira "arrogante" e "prepotente", além de se considerar "o dono da verdade".

"Esse ministro da Educação deve ter alguma coisa diferente, não arrisco nem pensar o que seja. Primeiro, faz aquela coisa ridícula de aparecer com um guarda-chuva. (...) Segunda coisa: com a música de 'Cantando na Chuva', dizendo que estava chovendo fake news, ele que me parece não ser uma pessoa adepta da verdade. Depois que houve as manifestações, o que eu acho pior nele é a agressividade. A agressividade da ignorância, de se achar superior a todos. Com ele incitando os pais e os alunos a denunciarem se forem coagidos, eu me lembrei, mais uma vez, infelizmente, da época de Adolf Hitler na Alemanha. (...) Não foram poucos os casos de pais que foram presos por denúncias de filhos. Weintraub deveria ter mais cuidado, até pelo fato de ser judeu, como eu sou", disse.

Outro assunto comentado por Kertész foi a aproximação do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, com o presidente Jair Bolsonaro. "Ele estava no café da manhã que o presidente da República ofereceu à bancada feminina. Que eu saiba, ele não é deputado, ele não é mulher, mas ele estava lá. O presidente o elogiou em um instante, e ato contínuo, ele suspende a votação de dois temas extremamente importantes, a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal e a criminalização da homofobia, que são projetos bem do momento que nós estamos vivendo, de controle dos costumes", analisou.

MK voltou a dizer que acredita que a democracia "corre um perigo muito grande"  no Brasil, mas frisou que não é hora de desistir: "Não há hipótese de desistência. Nós temos que ter resistência".

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